WILLIS

Os Willis são cinco elementos: Edward Armstead (guitarra), Will O´Steen (sintetizador), Murphy Billings (vocal e baixo), Gleen O´Steen (bateria) e Trey Murphy (guitarra). Gostaram desta apresentação? Qual olá, qual quê.


A história de formação da banda provém da adolescência. Todos os elementos frequentavam a mesma escola e, na escola, aprenderam e aperceberam-se de que o talento musical que todos tinham merecia ser transformado e compilado em banda e assim foi. Banda recente, fundada no ano em que Portugal foi campeão europeu de futebol, em 2016. Que nostalgia, não é? É pois. Nesse mesmo ano a banda lançou o EP “Locals”, na sua cidade natal, em Florence, Alabama. Aqui encontramos faixas como “Cydd” ou “Naptime”. Esta estreia teve uma receção unânime. As sonoridades que a banda trazia faziam mesmo questão de tratar a música por tu.
A banda dá abrigo a um blues alternativo que se coaduna com um rock indie e psicadélico. Ouvir Willis e ficar rendido é a reação esperada e obtida. Muito mais do que nos ofereceram uma experiência auditiva repleta de bom gosto, aquilo que a banda nos oferece é uma conexão intensa proveniente da paixão pela música.


Em 2017, surge aquele que, para mim, é o melhor trabalho da banda. O EP “Locals 2” é dos melhores EP´s que se podem e devem ouvir. Neste EP, encontra-se aquele que é um dos maiores êxitos da banda, o “I Think I Like When It Rains”, que conta com 4 milhões de streams no Spotify. Com esta música ficamos mesmo a desejar que a chuva apareça, até porque com estes rapazes a chuva é quase como um desejo. É, também, um som que traz consigo todo o perfil de blues que a banda faz questão de usar para deslumbrar. Este EP, tem também faixas como “Only”, “Slow Party”, “27 Reasons”, “Catamaran” e “CJ´s Van”. É 5*, assim como muitos hotéis.


Em 2019, surge o “Locals 3”, que dá seguimento aos EP´s anteriores. Mais uma vez, a banda oferece-nos sonoridades convidativas e, apesar do EP anterior ter sido um tremendo sucesso, este não lhe fica atrás, tão pouco atraiçoa a expectativa com que o nosso entusiasmo foi para ouvi-lo. Entre todos estes EP´s, a banda foi lançando, de forma intercalada, diversos singles. O mais recente, data de Dezembro de 2020, e tem o nome de “CranMango”. Um tema que serve para nos suavizar a saudade e que, na data em que foi lançado, serviu como presente de Natal para muitos. Para mim, não serviu porque só o ouvi há pouco. Quer se dizer, até pode ter servido porque o Natal, segundo dizem, é quando um homem quiser.
Ouçam Willis! Esta é uma banda que nos faz sentir coisas sem pedirmos por elas! A juventude faz coisas boas, e o som dos Willis? Bem, esse… é mesmo como a juventude!

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